faina videomusical #31

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Action Bronson: «Easy Rider» (real. Tom Gould)

Não é por acaso que que os fabulosos 4 episódios de Fuck, That’s Delicious! já somam cerca de 2 milhões de visualizações no YouTube: Action Bronson é senhor de uma das figuras e personalidades mais magnéticas não apenas da música urbana mas da própria rede. E esta é, provavelmente, a primeira vez que um vídeo musical consegue estar à altura do seu génio de letrista, conversador e MC. Tudo graças a uma fabulosa homenagem a uma série de clássicos do cinema norte-americano (Easy Rider, Natural Born Killers, Kill Bill, etc.) que se dá ao luxo de terminar com a encenação de um solo de guitarra digno da chuva de Novembro.

The New Pornographers: «War on the East Coast» (real. Thom Glunt)

Que maravilha ver a figura esquiva de Dan Bejar (outra vez) num vídeo musical. Adoro o pormenor de ser AC Newman a mimar as palavras cantadas pelo Bejar, na medida em que torna mais visível o artifício do lip-sync no formato. E tudo num único take.

Xungaria no Céu: «P’ra Cima» (real. Pedro Lourenço)

Se há coisa previsível no panorama videomusical nacional é que podemos sempre contar com a malta da FlorCaveira para nos oferecer grandes “telediscos”. Desta vez, o mérito vai todo para o Pedro Lourenço que já tinha assinado a belíssima capa do disco de estreia deste super-grupo (e da do mais recente livro do Tiago Cavaco). Fico sempre muito parvo com o talento desta malta.

Brasil, mais uma vez

senacQue semana! Depois do lançamento do novo número da revista AtoZ – Novas Práticas em Informação e Conhecimento da Universidade do Panamá onde saiu um artigo da minha autoria, acabo agora mesmo de receber por correio o meu exemplar da obra e-Infocomunicação: estratégias e aplicações, uma edição conjunta do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo, que inclui outro artigo que escrevi com o Rui Raposo e sobre o qual já tinha falado anteriormente aqui. A obra conta com a colaboração de dezenas de investigadores de Portugal (Universidade do Porto e Universidade de Aveiro) e do Brasil (Universidade de São Paulo) e mais de uma dezena de artigos que abordam diferentes temáticas (entre elas, como é óbvio, a videomusicalidade) da área da ciência da informação e comunicação.

Novo artigo (desta vez no Brasil)

atozGrande alegria a minha por finalmente ter sido editado o meu primeiro artigo numa publicação académica no Brasil. Tudo começou com a comunicação que apresentei o ano passado no VI Encontro Ibérico do EDICIC subordinado ao título Globalização, Ciência, Informação, acabando o artigo intitulado A difusão vertical na Web Social: o caso do vídeo musical Heaven Can Wait no Antville por ser incluído nas referidas actas. Ora foi exactamente a partir dessas actas que os editores da AtoZ – Novas Práticas em Informação e Conhecimento da Universidade do Panamá chegaram ao texto e me convidaram a submetê-lo para a revista. Devo dizer que o processo de revisão por pares foi simultaneamente exigente e profundamente enriquecedor para mim e o resultado está na nova versão melhorada do artigo que poderão descarregar aqui.

Pitchfork’s 50 best music videos of the decade so far (2010-2014)

O título diz praticamente tudo e atesta mais uma vez a importância do formato videomusical na actual paisagem mediática digital: a mais influente e mais lida revista online de música popular publicou no passado mês de Agosto três listas que procuram retratar o que de melhor se pode ver e ouvir na presente década (2010-2014): os 100 melhores álbuns, as 200 melhores canções e, como não podia deixar de ser, os 50 melhores vídeos musicais.

É tudo do melhorio: a lista é ecléctica e o equilíbrio entre géneros musicais é notório. Apesar de ser um leitor assíduo da revista e um doidinho do formato videomusical, a malta da Pitchfork ainda conseguiu me surpreender com um fabuloso vídeo de 2012 que não conhecia. Este:

O vídeo do tema de Todd Terje consiste numa espécie de trailer musicado de um fakumentary (ou mockumentary) intitulado Whateverest e que também deixo aqui de seguida. Ambos foram realizados por Kristoffer Borgli e demonstram bem o nível de sofisticação a que chegou o formato videomusical. Entretanto, o disco do rapaz já cá canta em casa.

Taylor-made

A Taylor Swift tem um novo vídeo realizado por Mark Romanek que anda a causar um imenso furor (mais de 5 milhões de visualizações nas primeiras 24h) e a gerar um imenso burburinho (que grande desilusão, Earl). O vídeo é, para ir direito ao assunto, perfeito. Impecavelmente filmado, divertido, edição fluente, performances fabulosas e referências, imensas referências: a outros vídeos, à Lady Gaga, ao Skrillex, à Audrey Hepburn, ao Black Swan, ao tutting ao twerking, à dança contemporânea, à ginástica rítmica, ao cheerleading, ao break-dance, aos b-boys – enfim, um verdadeiro catálogo de citações e alusões da cultura pop. Um vídeo absolutamente incontornável em 2014 e que tem uma mensagem (just be yourself) que, apesar de inócua, tem a suprema virtude de provocar urticária à malta que tem a mania de ter a mania. Ticks on pretty much all the boxes out there.