Do musical para o videomusical (mais um exemplo)

Este foi o vídeo musical mais visto do YouTube no passado mês de Janeiro (mais de 9 milhões de visualizações):

«United State of Pop 2010 (Don’t Stop The Pop)» (2010, DJ Earworm) é o mais recente exemplar de uma série anual iniciada em 2007 por DJ Earworm e que consiste num mashup dos 25 temas musicais que, no respectivo ano e segundo a Billboard, mais venderam nos Estados Unidos. Esta definição é uma paráfrase do que vem na wiki, mas, na realidade, a mesma não está correcta. O ponto de partida para a série United State of Pop é, de facto, musical, mas o resultado é sempre um mashup videomusical realizado pelo próprio DJ Earworm. É em pequenos pormenores como este que se pode verificar que, de facto, existe uma inegável deriva de uma fruição musical para uma fruição videomusical por parte dos utilizadores das plataformas digitais. A qualidade do resultado final é, obviamente, discutível, mas a sua popularidade prova que o sucesso deste mashup das 25 canções de maior sucesso nos Estados Unidos em 2010 não dispensa o mashup (em quase absoluta sincronia) dos respectivos vídeos musicais.

Outro exemplo (não tão popular, mas com resultados audiovisuais definitivamente mais impressionantes) é o clássico «Ecletic Method Goes Phish» (2009, Ecletic Method) que consiste num engenhoso exercício de mashup videomusical de 99 discos clássicos da história da pop. Vejam e ouçam: é de uma fluidez à prova do HTML.

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