Ok Go: «All Is Not Lost» (Ok Go; Pilobolus; Trish Sie, 2011)

Confesso que não era para publicar aqui mais nada até o fim das férias, mas um novo vídeo dos Ok Go é sempre um excelente pretexto para voltar a teclar no HTML. Desta vez, os rapazes uniram-se ao grupo de dança Pilobolus para criar mais um belo vídeo performativo superiormente coreografado. Deixo de seguida a versão simples, mas, pelo amor de deus, não deixem de espreitar a versão interactiva aqui (é necessário Google Chrome).

Leituras para as férias

Aqui está a minha lista de leituras para o Verão.

Em primeiro lugar, duas obras de cariz mais metodológico que visam apurar o meu design de investigação: Qualitative Researching With Text, Image and Sound de Martin W. Bauer e George Gaskell (eds.) (Sage, 2000) e Constructing Grounded Theory de Kathy Charmaz (Sage, 2006).

Depois, duas obras fascinantes (cuja leitura, de resto, já encetei) sobre os conceitos de tribos culturais e do conceito de cool ligado ao paradigma da autenticidade: The Laws of Cool de Alan Liu (University of Chicago Press, 2004) e Consumer Tribes de Bernard Cova, Robert V. Kozinets e Avi Shankar (eds.) (Elsevier, 2007).

Também pretendo concluir as leituras de Web Aesthetics de Vito Campanelli (INC, 2010) sobre a problemática da difusão estética nos media digitais (obra absolutamente singular e que recomendo vivamente, apesar de não concordar com alguns dos seus pressupostos); Mainstream de Frédéric Martel (Champs, 2011), um monumental estudo empírico sobre a guerra global entre diferentes paradigmas culturais e dos media; e ainda The Future of Music de David Kusek e Gerd Leonhard (Berklee, 2005), um livro relativamente datado que, no entanto, contém reflexões muito agudas sobre o futuro do consumo musical nos então denominados “novos media”.

Finalmente, vou ainda poder devorar What I Talk About When I Talk About Running de Haruki Murakami (Vintage, 2009), o relato dos 4 meses de preparação que o escritor levou para fazer a Maratona de Nova Iorque em 2005. Os leitores da Amazon dizem maravilhas do livro e uma leitura diagonal já me deixou a salivar.

E pronto: é isto. Votos de umas grandes férias, boas leituras e, se for caso disso, de umas valentes corridas.

Relatório #6


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1) Não há muito a acrescentar em relação ao último relatório: continuo a trabalhar na MetaLyra (uma nova linha/corda de investigação do Lyra ComPoetics) e já comecei a preparar a minha ida ao The Image Conference. Mas a verdade, verdadinha, é que as férias estão aí e o cansaço acumulado não me irá permitir grandes voos na investigação ao longo das próximas semanas. Por isso, é expectável que o blogue entre em hibernação até ao final de Agosto. Não vai custar nada.

2) As corridas. Já vou na sexta semana de treinos rumo à Maratona do Porto. As primeiras semanas foram duríssimas: até já estava habituado a correr distâncias mais longas, mas não de forma tão intensa (um dia de repouso por semana) e o corpo sentiu o esforço. Agora, apesar do número de km estar a aumentar cada vez mais, sinto-me progressivamente melhor e com o ânimo bem alto. Tenho conseguido cumprir o plano a 100% e, na verdade, dos 30 treinos já realizados apenas recordo de um em que, realmente, não me apeteceu fazer (num final de tarde com rajadas fortíssimas). Tenho vindo a ultrapassar algumas marcas pessoais de km percorridos tanto semanalmente (73 km) como mensalmente (265 km). Continuo expectante e moderamente confiante. E começo a perceber o que me têm dito alguns corredores mais experientes: numa maratona, o difícil é cumprir os treinos de preparação; o dia da corrida não passa(rá) de uma mera e alegre formalidade. Tá bem, abelha.

Björk: Biophilia app (2011)


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Há já quase uma semana que está disponível a mother app que acompanhará o lançamento de Biophilia da Björk. A aplicação-mãe (disponível para o iPhone e o iPad) é gratuita e inclui já um tema («Cosmogony») e já se encontra à venda (por €1,69) uma segunda aplicação com o tema «Crystaline» (cuja compra é sugerida ao longo da navegação pela aplicação-mãe).

Fiz o descarregamento da versão para o iPhone e, para já, a minha experiência tem sido bem estimulante. Biophilia é uma genuína viagem interactiva tridimensional que inclui, para além do tema, as letras, um jogo (bem conseguido e viciante), um ensaio do musicólogo Nikki Dibben e ainda um fascinante scrolling score que corresponde a uma versão animada de uma pauta musical. Como é óbvio, a experiência apenas ficará completa com o descarregamento dos restantes temas/aplicações, mas a coisa promete. Recomendo ainda a leitura dos textos de Alex Needham e Jenima Kiss no Guardian.

Beastie Boys (ft. Santigold): «Don’t Play No Game That I Can’t Win» (Spike Jonze, 2011)

Depois desta maravilha, eis que os Beastie Boys nos oferecem uma segunda média-metragem videomusical, desta vez pela mão do sempre surpreendente Spike Jonze. Sweded look e estética vernacular aplicados sem concessões em mais um belo exercício de estilo que traz como novidade o facto de incluir mais do que uma versão do tema musical. Estão imparáveis estes rapazes.