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youtube-logo-oblique-650pxComecei a desconfiar que as coisas poderiam começar a descarrilar quando foi anunciado no final do ano passado que o YouTube estaria a pensar em lançar um serviço premium (isto é, pago) de streaming para dispositivos móveis para fazer concorrência a cenas como o Spotify, Rdio, Deezer, etc. O YouTube sempre esteve na linha frente do que acredito ser o futuro da música na rede: acesso livre, sem restrições, baseado num modelo de negócio que gravita em torno da fruição musical (anúncios, product placement, etc.) sem jamais limitar o seu acesso (a não ser que terceiros o solicitassem por questões de violação de direitos de autor ou que os produtores definissem restrições geográficas à fruição dos seus conteúdos). Como é óbvio, a história está ainda longe de estar completa: falta saber, por exemplo, de que forma o formato videomusical se irá articular com o Google Play Music All Access e como as produções vernaculares irão co-existir com os vídeos musicais oficiais. É. Quanto mais penso nisso, mais me convenço que a Google Inc. está a querer mexer (eufemismo para “rentabilizar à bruta”) em algo que, pelo menos para mim, me parece ser um serviço que cumpre tudo aquilo que desejo enquanto consumidor e produtor de conteúdos na rede. Parece que estou a assistir à milésima variação da história mais comum e triste do capitalismo: uma empresa aparece, revoluciona o mercado e combate com sucesso as práticas monopolistas de concorrentes para depois crescer desmesuradamente e enveredar pelas mesmas práticas que outrora combateu.

Biophilia da Björk no MoMA

Ora aqui está uma bela notícia repleta de simbolismo: a primeira app a ser incluída no espólio do Museu de Arte Moderna de Nova-Iorque vai ser videomusical. Lembro que, já o ano passado, o Museu da Imagem em Movimento da mesma cidade já tinha dedicado uma parte considerável da sua actividade a uma exposição dedicada ao formato. No momento em que se aproxima a defesa da minha tese, é giro assistir à cada vez mais inegável legitimação do meu objecto de investigação. Em 2009, ninguém diria.

Assunto morto

Ia escrever sobre o novo vídeo (muito fraquinho) dos Mão Morta, quando me deparei com este texto do Alexandre Homem Cristo, que praticamente diz tudo o que tinha para dizer sobre o assunto e que pode ser resumido na seguinte frase: que um vídeo tão inofensivo consiga gerar tanta celeuma é que é, de facto, preocupante.

Music DNA

Gosto muito deste projecto em fase de financiamento no Kickstarter. Não apenas porque é uma forma gira de tornar tangível (via memorabilia) a cada vez mais intangível fruição musical, mas sobretudo porque inclui, de forma muito inteligente e intuitiva, o formato videomusical naquilo que os autores apodam de “DNA musical”. Não ando eu aqui a apregoar outra coisa nos últimos 3 anos.

musicdna

Beats Apple

Beats-AppleO suposto interesse da Apple em adquirir a Beats por 3,2 mil milhões de dólares causou um grande furor a semana passada. Convirá lembrar que uma parte considerável do sucesso da Beats (hoje em dia uma das marcas urbanas mais fortes do mercado norte-americano) se deve precisamente ao facto de o seu principal produto (os headphones) ter sido promovido quase exclusivamente através do formato videomusical. Para bom entendedor…