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A Taylor Swift tem um novo vídeo realizado por Mark Romanek que anda a causar um imenso furor (mais de 5 milhões de visualizações nas primeiras 24h) e a gerar um imenso burburinho (que grande desilusão, Earl). O vídeo é, para ir direito ao assunto, perfeito. Impecavelmente filmado, divertido, edição fluente, performances fabulosas e referências, imensas referências: a outros vídeos, à Lady Gaga, ao Skrillex, à Audrey Hepburn, ao Black Swan, ao tutting ao twerking, à dança contemporânea, à ginástica rítmica, ao cheerleading, ao break-dance, aos b-boys – enfim, um verdadeiro catálogo de citações e alusões da cultura pop. Um vídeo absolutamente incontornável em 2014 e que tem uma mensagem (just be yourself) que, apesar de inócua, tem a suprema virtude de provocar urticária à malta que tem a mania de ter a mania. Ticks on pretty much all the boxes out there.

“Weird Al” Yankovic: és o maior, caramba!

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Numa semana particularmente importante para mim (more about that later), não pude deixar de achar fabulosa a coincidência de ter sido ontem que o grande “Weird Al” Yankovic conseguiu finalmente chegar ao primeiro lugar da tabela da Billboard.

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Para os mais distraídos, “Weird Al” Yankovic é o genuíno precursor da produção videomusical vernacular que actualmente povoa a rede, o génio visionário que começou logo na década de 80 a parodiar vídeos musicais de temas como o «Like a Virgin» de Madonna (Like a Surgeon, 1985), «Bad» de Michael Jackson (Fat, 1988), «Smells Like Teen Spirit» dos Nirvana (Smells Like Nirvana, 1992) ou «Born This Way» da Lady Gaga (Perform This Way, 2011), só para referir os mais famosos.

É por isso mais do que justo que, no preciso momento em que o formato videomusical é o mais consumido e disseminado na emergente paisagem mediática musical, o “Weird Al” conquiste ao fim de três décadas o primeiro lugar da tabela de vendas norte-americana com (o fabuloso) Mandatory Fun. E como é que ele conseguiu? Como é óbvio, com paródias videomusicais: nada mais do que oito disponibilizadas no YouTube ao longo de oito dias consecutivos (podem vê-los todos aqui). Há de tudo para todos os gostos e, no meu caso, confesso que não há nenhum que não tenha conseguido pelo menos arrancar-me uma valente gargalhada. Deixo de seguida o meu favorito da série. E parabéns Al! O teu sucesso mexeu mesmo comigo, caramba.

ADENDA: isto.

Chris Milk

O Guardian publicou um interessante artigo sobre um dos mais importantes realizadores de vídeos musicais da era digital: Chris Milk. Tudo a pretexto da Digital Revolution, uma exposição interactiva que estará patente nos próximos três meses no Barbican, em Londres. A ver se ainda lá vou ver isso.

(Já agora: reparem como o formato videomusical surge referido no trailer da exposição como “MUSIC”. Significativo.)

YouTube e SPA de mãos dadas

Esta notícia já tardava, mas é importante perceber que nada disto aconteceu antes não por vontade da SPA mas do maior portal de partilha de vídeos da rede: só agora que o YouTube se prepara para lançar o seu novo serviço de streaming videomusical é que os meninos da Google Inc. começam a arrumar a casa e a assinar acordos locais. Os artistas nacionais é que podem tirar o cavalinho da chuva: não será por esta via (rendimentos directos oriundos do formato videomusical) que as torneiras de dinheiro voltarão a jorrar.

Coisas para ver no KISMIF

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Estes são os dois cartazes que fiz para as duas especialíssimas projecções que terão lugar na FLUP nos próximos dias 8 e 9 de Julho (21h30, Anfiteatro Nobre) no âmbito do KISMIF – Keep It Simple, Make It Fast! Underground Music Scenes and DIY Cultures aka Best Fucking Academic Thingy Ever. Estou a falar do multi-premiado documentário de Sarah Minter sobre a banda punk mexicana Los Mierdas e do mítico filme de José F. Pinheiro que documenta o primeiro concerto dos Sonic Youth em Portugal.

A entrada é livre. Vejam lá se aparecem.