Vídeos musicais 2011 – uma selecção #5 (de 5)

Informações sobre esta lista aqui.

#5
No Age: «Fever Dreaming» (Real. Patrick Daughters)
Talvez a ideia mais genial para um vídeo musical em 2011 que gravita em torno de uma das mais basilares técnicas cinematográficas: a do enquadramento.

#4
Battles: «Ice Cream» (Real. Canada)
Os espanhóis Canada foram a grande revelação do ano (já falei nestes pasteleiros aqui). E os Battles a banda com o faro mais apurado para contratar realizadores em 2011.

#3
Manchester Orchestra: «Simple Math» (Real. Daniels)
Já falei neste bolo-rei aqui. Não há muito a acrescentar: é o melhor vídeo musical narrativo do ano.

#2
Radiohead: «Lotus Flower» (Real. Garth Jennings)
Também já falei deste bombom aqui. Sem dúvida, a grande surpresa do ano: o Thom Yorke a dar uma de Beyoncé.

#1
PJ Harvey: «The Words That Maketh Murder» (Real. Seamus Murphy)
E aqui está ele: o meu vídeo favorito do ano. É um monumento de subtileza dedicado a um dos grandes discos do ano. Talvez seja um anti-clímax para alguns devido à sua sobriedade, mas a escolha é para mim indiscutível: mais nenhum vídeo musical fez tanto vibrar a minha corda sensível este ano. E serve igualmente para referenciar uma das outras grandes tendências do formato em 2011: as séries videomusicais. Um nome a reter para os próximos anos: Seamus Murphy.

Vídeos musicais 2011: uma selecção #4 (de 5)

Informações sobre esta lista aqui.

Curiosamente, 4 dos 5 vídeos musicais deste post partilham uma característica: a de terem sido criados por realizadores consagrados, sendo mesmo dois deles (Saam e Spike Jonze) figuras cuja obra se confunde com a história do formato.

#10
Duck Sauce: «Big Bad Wolf» (Real. Keith Schofield)
Já falei neste crepe aqui. E triste seria o ano sem um belo vídeo do grande Keith Schofield.

#9
Beastie Boys ft. Santigold: «Don’t Play No Game That I Can’t Win» (Real. Spike Jonze)
Leva ainda mais longe o conceito de animação frouxa do Team America e já falei nesta tarte aqui. Mind you, já é a segunda média-metragem videomusical incluída nesta selecção.

#8
Colourmusic: «You For Leaving Me» (Real. Matt & Oz)
A adulteração do imaginário infantil foi uma das grande tendências da videomusicalidade em 2011 (ver os anteriores clipes dos Mastodon e dos Is Tropical). Mas este foi, para mim, o que levou mais longe a brincadeira.

#7
Tom Vek: «Aroused» (Real. Saam)
De longe, o vídeo musical mais sensual de 2011. Já não me lembro de ver um vídeo realizado por Saam que não adorasse.

#6
James Blake: «Lindisfrane» (Real. Martin De Thurah)
A canção foi uma das minhas favoritas do ano e este vídeo faz-lhe justiça. Apesar de muito escandinavo na sua estética (um das tendências mais irritantes dos últimos anos do formato), a narrativa expande a música para territórios inesperados. De resto, a faixa foi remisturado e expandida para melhor servir as (belas) imagens.

Vídeos musicais 2011: uma selecção #3 (de 5)

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#15
Mastodon: «Deathbound» (Real. Authority Films)
Já falei nesta bomboca aqui. O Jim Henson deve estar a dar voltas no túmulo de contentamento.

#14
Battles: «My Machines» (Real. Daniels)
Adeus Rolling Stones. 2011 foi o ano das Rolling Stairs.

#13
Wanda Jackson (ft. Jack White & The Third Man House Band): «Thunder On The Mountain» (Real. Thirty Two)
O Jack White é o gajo mais cool do planeta. E este vídeo resgata do esquecimento uma das figuras mais gratas da videomusicalidade da década de 80: a do guitar hero.

#12
Hooray For The Earth: «True Loves» (Real. Young Replicants)
Uma verdadeira desbunda. Buñuel meets Lord of The Rings.

#11
DIE: «Fantasy» (Real. Jérémie Perin)
A quantidade certa de erotismo e de gore num equilíbrio muito difícil de ser alcançado.

Vídeos musicais 2011 – uma selecção #2 (de 5)

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#20
Lykke Li: «Sadness Is A Blessing» (Real. Tarik Saleh)
A embriaguez pública sempre foi um cliché dos vídeos musicais. Mas não me lembro de alguma vez ter sido servida com tamanha contenção e finnesse. Muito Dogma 2011.

#19
Portugal. The Man: «Sleep Forever» (Real. Michael Ragen)
Já falei neste bichinho aqui. Uma média-metragem videomusical com uma cinematografia capaz de gelar o fôlego aos menos incautos.

#18
Them Jeans: «Balloons» (Real. Walter Robot)
Também já falei nesta pipoca aqui. É uma espécie de hino à liberdade estética que a Web Social veio trazer aos vídeos musicais. Não estão a ver isto a passar na MTV, pois não? Também me parecia.

#17
We Trust: «Time (Better Not Sop)» (Real. Rickard Bengtsonn)
Talvez o tema indie nacional mais omnipresente no éter e no HTML em 2011. Ironia das ironias, é que o autor da música (e o rapaz que encomendou o vídeo) é um dos mais talentosos realizadores portugueses de vídeos musicais: o grande André Tentugal.

#16
Is Tropical: «The Greeks» (Real. Megaforce)
Lamento repetir-me, mas já falei neste croissant aqui. O sonho de qualquer puto torna-se realidade.

Vídeos musicais 2011 – uma selecção #1 (de 5)

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#25
Destroyer: «Kaputt» (Real. Dawn Garcia)
Inclui o melhor MC do ano: um nerd com corrimento nasal.

#24
St. Vincent: «Cruel» (Real. Terry Timely)
É uma espécie de Six Feet Under da vida doméstica e o underacting da St. Vincent é bem capaz de ser a melhor performance videomusical que vi este ano.

#23
Royksopp: «Senior Living» (Real. CONTENTed)
Esta maravilha foi vencedora do concurso promovido pelos Royksopp, um esquema cada vez mais usado pelas bandas e editoras para sacar vídeos à borla (ou, neste caso, em troca de uns míseros 3000 dólares). O resultado é tão bom que renega o tema a um mero estatuto de banda sonora.

#22
Tyler The Creator: «Yonkers» (Real. Wolf Haley)
Ouvi pouca música urbana este ano, mas este vídeo de Tyler The Creator passou a perna aos vídeos milionários de Kanye West, Minaj & companhia. Kafkiano qb.

#21
Fleet Foxes: «The Shrine/An Argument» (Real. Sean Pecknold)
A canção era das mais videomusicáveis do ano, pelo que sempre pensei que o vídeo ia ser uma desilusão. Não podia estar mais enganado. Realizado pelo próprio compositor e vocalista da banda, um rapaz dos sete ofícios.