Relatório #6


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1) Não há muito a acrescentar em relação ao último relatório: continuo a trabalhar na MetaLyra (uma nova linha/corda de investigação do Lyra ComPoetics) e já comecei a preparar a minha ida ao The Image Conference. Mas a verdade, verdadinha, é que as férias estão aí e o cansaço acumulado não me irá permitir grandes voos na investigação ao longo das próximas semanas. Por isso, é expectável que o blogue entre em hibernação até ao final de Agosto. Não vai custar nada.

2) As corridas. Já vou na sexta semana de treinos rumo à Maratona do Porto. As primeiras semanas foram duríssimas: até já estava habituado a correr distâncias mais longas, mas não de forma tão intensa (um dia de repouso por semana) e o corpo sentiu o esforço. Agora, apesar do número de km estar a aumentar cada vez mais, sinto-me progressivamente melhor e com o ânimo bem alto. Tenho conseguido cumprir o plano a 100% e, na verdade, dos 30 treinos já realizados apenas recordo de um em que, realmente, não me apeteceu fazer (num final de tarde com rajadas fortíssimas). Tenho vindo a ultrapassar algumas marcas pessoais de km percorridos tanto semanalmente (73 km) como mensalmente (265 km). Continuo expectante e moderamente confiante. E começo a perceber o que me têm dito alguns corredores mais experientes: numa maratona, o difícil é cumprir os treinos de preparação; o dia da corrida não passa(rá) de uma mera e alegre formalidade. Tá bem, abelha.

Relatório #5

 

1) Concluída a minha participação no Hermes 2011, falta-me agora aguardar pelo Summer Coiso. Antes das férias em Agosto, há pelo menos duas tarefas que quero despachar: conversão do segundo capítulo da tese em dois artigos e implementar a secção da Lyra Digital (mais detalhes sobre isto em tempo oportuno). Se houver tempo, arrancar com o terceiro capítulo da tese também era giro. A ver vamos.

2) Já iniciei o meu plano de treinos de 20 semanas rumo à minha primeira maratona (em Novembro). Na verdade, terminei hoje a primeira semana: cerca de 62km que deixaram as suas marcas no corpo – hoje mesmo participei em mais uma prova (com uma temperatura acima dos 30ºC) e as dores musculares foram por vezes bastante eloquentes. Faltam 19 semanas e, hoje, o objectivo parece-me muito mais longínquo do que no início da semana. O que, como é óbvio, só pode ser bom sinal.

Relatório #4

1) Consegui atingir o objectivo que tinha definido o mês passado. Na verdade até o superei: concluí não apenas o capítulo introdutório como compilei uma série de capítulos finais, entre os quais a bibliografia, a fluxografia, os estudos quantitativos e o glossário (as respectivas versões do documento da tese diferem ligeiramente das incluídas nas hiperligações). Neste momento, a versão que irei apresentar no próximo mês de Julho tem 143 páginas. Podem aceder aqui ao índice (a vermelho os capítulos ainda não redigidos). Contrariamente às minhas expectativas iniciais, a redacção do capítulo introdutório, longe de ser um exercício precoce, revelou ser fundamental para estruturar na minha cabeça aquilo que será a organização final do documento. Fica portanto a dica: não deixem o primeiro capítulo para a fase final do trabalho, na medida em que o exercício pode ser frutífero numa fase inicial da redacção. Pelas minhas contas, estarei sensivelmente a meio do trabalho. O objectivo é manter esta velocidade de cruzeiro e, antes das férias de Agosto, proceder à conversão do segundo capítulo da tese em dois artigos em Português. A ver vamos.

2) Irei dedicar as duas próximas semanas à redacção do artigo em Inglês que irei apresentar no Hermes 2011. Desta forma, prevejo que o ritmo de actualizações no blogue decresça nesse mesmo período. Curiosamente, Maio acabou por ser o mês com a maior média diária de acessos (30) de sempre do blogue. No total, desde Janeiro de 2011, já tive o privilégio de contar com mais de 4000 leitores.

3) Quanto às corridas, participei no passado dia 22 de Maio na mais árdua prova da minha curta carreira de corredor: a Meia Maratona do Douro Vinhateiro. O percurso, ao contrário do que afirmava a organização, estava longe de ser plano: nada mais nada menos do que 215 m de ganho de elevação ao longo de 21 kms que foram percorridos sob uma temperatura imprópria para corridas: 30ºC. Acabei por, naturalmente, fazer o meu pior tempo de sempre na distância: 1h53m45s, mas aí o que conta foi ter mesmo conseguido terminar (com um alto bronze) uma prova onde vi muita gente graúda ficar pelo caminho. No mês de Junho, irei participar em mais duas corridas: nos 7 kms da Corrida pelo Desporto Limpo em Gaia (dia 12) e nos 15 kms da Corrida de São João no Porto (dia 26). Mais importante, no entanto, é o facto de, no próximo dia 20 de Junho, iniciar o meu plano de 20 semanas de treinos rumo àquela que será, em Novembro, se tudo correr bem, a minha primeira Maratona. Não vai ser fácil, mas não vejo a hora de mergulhar neste desafio.

Relatório #3

A minha magnolia está frondosa. Novamente, vamos por pontos.

1) Consegui atingir o principal objectivo a que me tinha proposto no relatório do mês passado: concluir a redacção (estou agora na fase das releituras) de um primeiro capítulo (que será o segundo) da tese intitulado O vídeo musical como objecto de estudo. São 46 páginas (cerca de 16.500 palavras) onde faço uma abordagem crítica à mais importante bibliografia publicada sobre o formato nos últimos 30 anos. Estou particularmente contente porque a pesquisa e o esforço de redacção e síntese envolvidos foram colossais. Desde o início que sabia que este iria ser o capítulo mais difícil de redigir da tese e um dos que iria mais condicionar o rumo dos seguintes. Relativamente ao número de referências bibliográficas a que tinha aludido aqui, houve nas últimas semanas mais uns inevitáveis acrescentos que poderão ser consultados no sítio do costume. Apresento de seguida o gráfico actualizado (48 referências primárias e 106 secundárias):

Os meus objectivos para Maio passam pela redacção do capítulo introdutório da tese e por dar um grande avanço no artigo que irei apresentar em Junho no Hermes Symposium 2011. A ver vamos.

2) O blogue continua a funcionar a todo o vapor. Fiquei contente por, apesar das últimas semanas de intenso trabalho na redacção da tese, ter conseguido manter o ritmo de publicações. As participações e as dicas aumentaram significativamente e, na última semana, os acessos diários duplicaram (cerca de 50 leitores por dia). Acrescentei um contador na coluna da direita do blogue: tendo em conta a especificidade dos tópicos aqui abordados, ter tido mais de 3.000 leitores desde Janeiro de 2011 é um óbvio motivo de satisfação.

3) Quanto às corridas: participei no passado dia 10 de Abril na maravilhosa meia-maratona de Vigo-Baiona e melhorei o meu tempo em 5 minutos relativamente à minha primeira meia em Viana do Castelo: 1h46m38s num belo e redondo ritmo médio de 5m00/km. Agora, vem aí no próximo dia 22 de Maio a meia-maratona do Douro Vinhateiro (que promete ser bem mais difícil por causa da temperatura que o ano passado chegou aos 31ºC). Depois desta corrida, espero ter ânimo para, finalmente, me inscrever na minha primeira maratona. Oh yeah.

Relatório #2

Uau, este mês passou num instante. Vamos por pontos.

1) Encetei a redacção do capítulo que aborda as principais reflexões teóricas sobre o formato do vídeo musical nos últimos 30 anos. Consegui sobretudo estruturar esse capítulo em 3 partes que agrupam os estudos em vagas bibliográficas a partir de um critério que, apesar de ser cronológico, acaba por ser igualmente temático: uma primeira vaga, inaugural, que coincide com o surgimento e a ascensão da MTV no panorama mediático planetário (1984-1993); uma segunda vaga que corresponde a um relativo declínio do formato e ao surgimento do conceito de autor no formato (2000-2007); e, finalmente, uma terceira vaga que, com algum atraso, começa a reflectir sobre o renascimento do vídeo musical fruto da sua convergência digital (2010-2011). Escusado será dizer que este será um capítulo fundamental do projecto de investigação, na medida em que permitirá não apenas sintetizar o conhecimento entretanto consolidado pela comunidade científica sobre o formato, mas sobretudo identificar algumas das áreas teóricas fulcrais para a definição do modelo de análise. O meu objectivo imediato passa por tê-lo já concluído aquando da publicação do próximo relatório mensal. A ver vamos.

2) Entretanto, submeti igualmente um artigo para o Hermes Symposium 2011, organizado pelo Centro de Estudos Comparatistas da FLUL, este ano subordinado ao tema Fear and Fantasy in a Global World. Apesar de ainda a aguardar a aceitação do artigo, deixo aqui o abstract que enviei a semana passada.

Working Title
The digital meta-dissemination of fear in music videos.
A transdisciplinary analysis of two case-studies: M.I.A.’s «Born Free» and Esben and the Witch’s «Marching Song».
Abstract
Due to change in its production, distribution and reception contexts, music videos have become the most popular genre in the actual digital media landscape, reaching both niche and global audiences. This paper aims at analysing, from a transdisciplinary perspective, two music videos, M.I.A.’s «Born Free» (Romain Gavras, 2010) and Esben and the Witch’s «Marching Song» (Peter King & David Procter, 2010), focusing on the way both of them incorporate hyper and metatextual references to vlogging, in order to emulate and disseminate a sensation of fear that is directly related to the dissolution of the border between public and private spheres of Web users.
Keywords
Music Video, Web, Users, Dissemination, Fear.

ADENDA: o artigo foi aceite.

3) Resolvi aproveitar a minha ida ao Video Vortex #6, para encerrar a monitorização etnográfica do Antville. Ao longo destes 5 anos (2006-2011), penso ter reunido um corpus mais do que suficiente para uma abordagem científica rigorosa do formato. Imbuído no mesmo espírito, Março de 2011 será igualmente a data limite para a integração de qualquer bibliografia ou de estudos quantitativos no meu projecto de investigação. A ideia é poder estar doravante exclusivamente focado na redacção da tese. São duas decisões metodológicas que, porventura, apenas pecam por tardias, mas a verdade é que é sempre grande a tentação que sinto de ir espreitar todo e qualquer novo estudo que seja publicado sobre o universo dos vídeos musicais.

4) Este blogue continua a ser um fabuloso instrumento de reflexão e de divulgação do meu trabalho, tendo já originado o contacto de alguns estudiosos do formato e generosas referências via Twitter. A média de visitas diárias continua a situar-se nas duas dezenas e a média de publicação a aproximar-se à de 2 posts em cada 3 dias. Curiosamente, a parte de reflexão epistemológica do blogue tem sido a mais visitada pelos leitores, o que interpreto como uma demonstração do interesse suscitado por projectos de Open PhD como este nos investigadores que utilizam o Português como língua de trabalho.

5) Quanto às corridas, continua tudo em bom ritmo. Fiz o meu melhor tempo de sempre (45m51) numa competição de 10km em Avintes, Vila Nova de Gaia, com uma cadência média de 4m50/km. Também aproveitei a minha ida a Amsterdão para fazer um dos mais gratificantes treinos da minha vida: 15km à toa pelas ruas planas que rasgam os canais concêntricos desta magnífica cidade – surpreendentemente, não me perdi. Aproximam-se igualmente duas meias-maratonas muitos especiais: a de Vigo no dia 10 de Abril e a do Douro Vinhateiro no dia 22 de Maio, onde pretendo bater o tempo de 1h51m36 da minha primeira meia em Viana do Castelo. A propósito, está na minha horinha de ir correr.

Relatório #1

Pretendo iniciar com este post uma série mensal sobre o estado do meu projecto de investigação. Depois da aprovação do projecto de tese em Junho passado, em que ficaram definidos o design e os princípios epistemológicos basilares do trabalho, o segundo semestre de 2010 foi essencialmente dedicado à consolidação do estado da arte em duas áreas específicas: os vídeos musicais enquanto objecto de estudo (televisivo e digital) e a difusão de conteúdos na Web. Neste momento, após horas e horas de leitura, penso ter consolidado a bibliografia e definido a estrutura base do documento final que será a tese. Janeiro foi um mês particularmente agitado, sobretudo devido ao arranque deste blogue. Para já, o saldo é altamente positivo, sobretudo porque me permitiu suavizar a por vezes difícil transição entre a leitura compulsiva de dezenas de obras para a passagem das minhas reflexões para o registo escrito. O próximo passo será passar do HTML para o papel e encetar a redacção do que será o terceiro capítulo da tese em que pretendo abordar de forma crítica as principais reflexões que o vídeo musical suscitou na comunidade científica nos últimos 30 anos. Tal, espero, não implicará um menor ritmo de publicação no blogue, mas apenas, quando muito, um certo afunilamento na temática dos posts. Também registo com agrado a média de 24 leitores por dia que o blogue teve no seu primeiro mês de existência. Estou seguro que a participação dos mesmos virá com o tempo.

Intimamente ligado ao projecto de investigação está um dos meus passatempos favoritos: correr. Tal poderá parecer estranho aos mais incautos, mas a experiência tem-me demonstrado que as minhas reflexões sobre o tema da tese enquanto corro são infinitamente mais produtivas do que as que faço sentado em frente ao monitor (e sei que uma colega minha de doutoramento poderá subscrever esta mais-valia). Comecei a correr a sério há cerca de dois anos, como terapia para combater os efeitos da diabetes tipo 1 que me foi diagnosticada em 2008. Hoje em dia, corro aproximadamente 50km por semana e, para além de ter perdido cerca de 20 kg, há 15 meses que já não tomo insulina e tenho a minha hemoglobina glicosilada a níveis de uma pessoa saudável. Até do ponto de vista cronológico, a corrida e o meu projecto de investigação estão intimamente ligados: foi a correr que decidi inscrever-me no doutoramento, a correr que fui definindo o tema da tese, a correr que escolhi os meus orientadores e a correr que têm germinado uma parte substancial dos avanços da investigação. Mens sana in corpore sano, já dizia o Juvenal, e eu sou uma prova viva disso. Para além de dar um avanço significativo à tese, um dos grandes objectivos deste vosso anfitrião para 2011 é correr uma maratona. A sério, 42.195 metros a correr, se possível num tempo a rondar as 4 horas. Em princípio, será no dia 6 Novembro, na maratona da minha amada cidade, onde corro todos os dias. Por isso, estes relatórios mensais serão sempre juvenais: darão conta do estado da investigação e das minhas corridas. No passado dia 30 de Janeiro, dei um primeiro passo para o objectivo da maratona, ao correr, em 1h51m, a minha primeira meia-maratona em Viana de Castelo. Falta-me outro tanto, né. A correr vamos.