Relatório #5

 

1) Concluída a minha participação no Hermes 2011, falta-me agora aguardar pelo Summer Coiso. Antes das férias em Agosto, há pelo menos duas tarefas que quero despachar: conversão do segundo capítulo da tese em dois artigos e implementar a secção da Lyra Digital (mais detalhes sobre isto em tempo oportuno). Se houver tempo, arrancar com o terceiro capítulo da tese também era giro. A ver vamos.

2) Já iniciei o meu plano de treinos de 20 semanas rumo à minha primeira maratona (em Novembro). Na verdade, terminei hoje a primeira semana: cerca de 62km que deixaram as suas marcas no corpo – hoje mesmo participei em mais uma prova (com uma temperatura acima dos 30ºC) e as dores musculares foram por vezes bastante eloquentes. Faltam 19 semanas e, hoje, o objectivo parece-me muito mais longínquo do que no início da semana. O que, como é óbvio, só pode ser bom sinal.

The Digital Meta-Dissemination of Fear in Music Videos

Tal como tinha prometido, deixo aqui a versão escrita e a apresentação da minha comunicação no Simpósio Internacional Hermes 2011, este ano subordinado ao tema Fear and Fantasy in a Global World. Se for o caso, boa leitura.

Artigo (PDF)
The Digital Meta-Dissemination of Fear in Music Videos. A transdisciplinary textual analysis of two case studies: Esben and the Witch’s «Marching Song» and M.I.A.’s «Born Free»

Slideshow (SlideShare)

Glossário (actualização)

O glossário foi actualizado nas últimas semanas com a inclusão de alguns termos (o mesmo já totaliza 38 conceitos). Destaque para as definições de Textos Producentes (Producerly Texts) e de Leitura Excessiva (Excessive Reading), dois conceitos da autoria de John Fiske (2.1 FISKE 1989-1992), que, como verão na próxima semana, foram utilizados de forma sistemática na análise textual dos dois casos de estudo da minha comunicação para o Hermes 2011.

Comunicação no Hermes 2011

Title
THE DIGITAL META-DISSEMINATION OF FEAR IN MUSIC VIDEOS
A transdisciplinary textual analysis of two case-studies: Esben and the Witch’s «Marching Song» and M.I.A.’s «Born Free»

Abstract
Due to change in its production, distribution and reception contexts, music videos have become the most popular genre in the actual digital media landscape, reaching both niche and global audiences. This paper aims at analysing, from a transdisciplinary perspective, two music videos, Esben and the Witch’s «Marching Song» (Peter King & David Procter, 2010) and M.I.A.’s «Born Free» (Romain Gavras, 2010), focusing on the way both of them incorporate transtextual and transmediatic references to vlogging and other media, in order to emulate and disseminate a participative sensation of fear that is directly related to the dissolution of the border between public and private spheres of Social Web users.

Keywords
Music Video, Social Web, Users, Dissemination, Fear.

Já terminei (finalmente) a comunicação que irei proferir na próxima quinta-feira no Hermes 2011 e, por isso, deixo aqui a versão final do abstract. O exercício apresentou diversos desafios. O primeiro residia na escrita de um artigo em Inglês tendo em conta não apenas o facto de esta ser apenas a minha terceira língua (sou bilingue em Português e Francês), mas pelo forte investimento que o meu projecto de investigação representa na construção de um léxico terminológico em Português na área dos Web Studies. Confesso que acabou por ser um trabalho bastante lúdico, sobretudo porque optei por avançar desde o início por uma redacção em Inglês de forma a evitar constrangimentos sintácticos do teria sido um penoso exercício de tradução caso tivesse optado por redigir primeiro o artigo em Português. O segundo desafio passava pelo facto de apresentar um tema relativamente bissexto para uma audiência maioritariamente constituída por investigadores oriundos da área dos Estudos Literários. Tive assim de ser bastante conciso numa introdução geral ao tema da convergência dos vídeos musicais na Web Social e sublinhar a articulação que preconizo da utilização de instrumentos teóricos oriundos dessa área na minha análise da difusão do medo pela Web Social através de dois casos de estudo de vídeos musicais (relembro que o seminário internacional está subordinado ao tema Fear and Fantasy in a Global World). Mais importante, no entanto, é o facto de a redacção do artigo ter representado um contributo estimável para redacção dos próximos capítulos da tese, na medida em que pude testar a técnica de análise textual da videomusicalidade que será um dos aspectos centrais do projecto de investigação. Para a próxima semana, prometo deixar aqui versões em PDF da comunicação e da apresentação.

Hermes 2011 – Programa

O programa do Seminário Internacional Hermes 2011, organizado pelo Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, subordinado ao tema Fear and Fantasy in a Global World está disponível aqui. O evento terá lugar na Casa de Santa Maria, em Cascais, entre os próximos dias 12 a 18 de Junho. A minha comunicação será proferida na 5.ª-feira, dia 16, pelas 14h30.

Relatório #4

1) Consegui atingir o objectivo que tinha definido o mês passado. Na verdade até o superei: concluí não apenas o capítulo introdutório como compilei uma série de capítulos finais, entre os quais a bibliografia, a fluxografia, os estudos quantitativos e o glossário (as respectivas versões do documento da tese diferem ligeiramente das incluídas nas hiperligações). Neste momento, a versão que irei apresentar no próximo mês de Julho tem 143 páginas. Podem aceder aqui ao índice (a vermelho os capítulos ainda não redigidos). Contrariamente às minhas expectativas iniciais, a redacção do capítulo introdutório, longe de ser um exercício precoce, revelou ser fundamental para estruturar na minha cabeça aquilo que será a organização final do documento. Fica portanto a dica: não deixem o primeiro capítulo para a fase final do trabalho, na medida em que o exercício pode ser frutífero numa fase inicial da redacção. Pelas minhas contas, estarei sensivelmente a meio do trabalho. O objectivo é manter esta velocidade de cruzeiro e, antes das férias de Agosto, proceder à conversão do segundo capítulo da tese em dois artigos em Português. A ver vamos.

2) Irei dedicar as duas próximas semanas à redacção do artigo em Inglês que irei apresentar no Hermes 2011. Desta forma, prevejo que o ritmo de actualizações no blogue decresça nesse mesmo período. Curiosamente, Maio acabou por ser o mês com a maior média diária de acessos (30) de sempre do blogue. No total, desde Janeiro de 2011, já tive o privilégio de contar com mais de 4000 leitores.

3) Quanto às corridas, participei no passado dia 22 de Maio na mais árdua prova da minha curta carreira de corredor: a Meia Maratona do Douro Vinhateiro. O percurso, ao contrário do que afirmava a organização, estava longe de ser plano: nada mais nada menos do que 215 m de ganho de elevação ao longo de 21 kms que foram percorridos sob uma temperatura imprópria para corridas: 30ºC. Acabei por, naturalmente, fazer o meu pior tempo de sempre na distância: 1h53m45s, mas aí o que conta foi ter mesmo conseguido terminar (com um alto bronze) uma prova onde vi muita gente graúda ficar pelo caminho. No mês de Junho, irei participar em mais duas corridas: nos 7 kms da Corrida pelo Desporto Limpo em Gaia (dia 12) e nos 15 kms da Corrida de São João no Porto (dia 26). Mais importante, no entanto, é o facto de, no próximo dia 20 de Junho, iniciar o meu plano de 20 semanas de treinos rumo àquela que será, em Novembro, se tudo correr bem, a minha primeira Maratona. Não vai ser fácil, mas não vejo a hora de mergulhar neste desafio.

Relatório #3

A minha magnolia está frondosa. Novamente, vamos por pontos.

1) Consegui atingir o principal objectivo a que me tinha proposto no relatório do mês passado: concluir a redacção (estou agora na fase das releituras) de um primeiro capítulo (que será o segundo) da tese intitulado O vídeo musical como objecto de estudo. São 46 páginas (cerca de 16.500 palavras) onde faço uma abordagem crítica à mais importante bibliografia publicada sobre o formato nos últimos 30 anos. Estou particularmente contente porque a pesquisa e o esforço de redacção e síntese envolvidos foram colossais. Desde o início que sabia que este iria ser o capítulo mais difícil de redigir da tese e um dos que iria mais condicionar o rumo dos seguintes. Relativamente ao número de referências bibliográficas a que tinha aludido aqui, houve nas últimas semanas mais uns inevitáveis acrescentos que poderão ser consultados no sítio do costume. Apresento de seguida o gráfico actualizado (48 referências primárias e 106 secundárias):

Os meus objectivos para Maio passam pela redacção do capítulo introdutório da tese e por dar um grande avanço no artigo que irei apresentar em Junho no Hermes Symposium 2011. A ver vamos.

2) O blogue continua a funcionar a todo o vapor. Fiquei contente por, apesar das últimas semanas de intenso trabalho na redacção da tese, ter conseguido manter o ritmo de publicações. As participações e as dicas aumentaram significativamente e, na última semana, os acessos diários duplicaram (cerca de 50 leitores por dia). Acrescentei um contador na coluna da direita do blogue: tendo em conta a especificidade dos tópicos aqui abordados, ter tido mais de 3.000 leitores desde Janeiro de 2011 é um óbvio motivo de satisfação.

3) Quanto às corridas: participei no passado dia 10 de Abril na maravilhosa meia-maratona de Vigo-Baiona e melhorei o meu tempo em 5 minutos relativamente à minha primeira meia em Viana do Castelo: 1h46m38s num belo e redondo ritmo médio de 5m00/km. Agora, vem aí no próximo dia 22 de Maio a meia-maratona do Douro Vinhateiro (que promete ser bem mais difícil por causa da temperatura que o ano passado chegou aos 31ºC). Depois desta corrida, espero ter ânimo para, finalmente, me inscrever na minha primeira maratona. Oh yeah.

Relatório #2

Uau, este mês passou num instante. Vamos por pontos.

1) Encetei a redacção do capítulo que aborda as principais reflexões teóricas sobre o formato do vídeo musical nos últimos 30 anos. Consegui sobretudo estruturar esse capítulo em 3 partes que agrupam os estudos em vagas bibliográficas a partir de um critério que, apesar de ser cronológico, acaba por ser igualmente temático: uma primeira vaga, inaugural, que coincide com o surgimento e a ascensão da MTV no panorama mediático planetário (1984-1993); uma segunda vaga que corresponde a um relativo declínio do formato e ao surgimento do conceito de autor no formato (2000-2007); e, finalmente, uma terceira vaga que, com algum atraso, começa a reflectir sobre o renascimento do vídeo musical fruto da sua convergência digital (2010-2011). Escusado será dizer que este será um capítulo fundamental do projecto de investigação, na medida em que permitirá não apenas sintetizar o conhecimento entretanto consolidado pela comunidade científica sobre o formato, mas sobretudo identificar algumas das áreas teóricas fulcrais para a definição do modelo de análise. O meu objectivo imediato passa por tê-lo já concluído aquando da publicação do próximo relatório mensal. A ver vamos.

2) Entretanto, submeti igualmente um artigo para o Hermes Symposium 2011, organizado pelo Centro de Estudos Comparatistas da FLUL, este ano subordinado ao tema Fear and Fantasy in a Global World. Apesar de ainda a aguardar a aceitação do artigo, deixo aqui o abstract que enviei a semana passada.

Working Title
The digital meta-dissemination of fear in music videos.
A transdisciplinary analysis of two case-studies: M.I.A.’s «Born Free» and Esben and the Witch’s «Marching Song».
Abstract
Due to change in its production, distribution and reception contexts, music videos have become the most popular genre in the actual digital media landscape, reaching both niche and global audiences. This paper aims at analysing, from a transdisciplinary perspective, two music videos, M.I.A.’s «Born Free» (Romain Gavras, 2010) and Esben and the Witch’s «Marching Song» (Peter King & David Procter, 2010), focusing on the way both of them incorporate hyper and metatextual references to vlogging, in order to emulate and disseminate a sensation of fear that is directly related to the dissolution of the border between public and private spheres of Web users.
Keywords
Music Video, Web, Users, Dissemination, Fear.

ADENDA: o artigo foi aceite.

3) Resolvi aproveitar a minha ida ao Video Vortex #6, para encerrar a monitorização etnográfica do Antville. Ao longo destes 5 anos (2006-2011), penso ter reunido um corpus mais do que suficiente para uma abordagem científica rigorosa do formato. Imbuído no mesmo espírito, Março de 2011 será igualmente a data limite para a integração de qualquer bibliografia ou de estudos quantitativos no meu projecto de investigação. A ideia é poder estar doravante exclusivamente focado na redacção da tese. São duas decisões metodológicas que, porventura, apenas pecam por tardias, mas a verdade é que é sempre grande a tentação que sinto de ir espreitar todo e qualquer novo estudo que seja publicado sobre o universo dos vídeos musicais.

4) Este blogue continua a ser um fabuloso instrumento de reflexão e de divulgação do meu trabalho, tendo já originado o contacto de alguns estudiosos do formato e generosas referências via Twitter. A média de visitas diárias continua a situar-se nas duas dezenas e a média de publicação a aproximar-se à de 2 posts em cada 3 dias. Curiosamente, a parte de reflexão epistemológica do blogue tem sido a mais visitada pelos leitores, o que interpreto como uma demonstração do interesse suscitado por projectos de Open PhD como este nos investigadores que utilizam o Português como língua de trabalho.

5) Quanto às corridas, continua tudo em bom ritmo. Fiz o meu melhor tempo de sempre (45m51) numa competição de 10km em Avintes, Vila Nova de Gaia, com uma cadência média de 4m50/km. Também aproveitei a minha ida a Amsterdão para fazer um dos mais gratificantes treinos da minha vida: 15km à toa pelas ruas planas que rasgam os canais concêntricos desta magnífica cidade – surpreendentemente, não me perdi. Aproximam-se igualmente duas meias-maratonas muitos especiais: a de Vigo no dia 10 de Abril e a do Douro Vinhateiro no dia 22 de Maio, onde pretendo bater o tempo de 1h51m36 da minha primeira meia em Viana do Castelo. A propósito, está na minha horinha de ir correr.