faina videomusical #8

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Low: «Just Make It Stop» (real. Philip Harder)

Entre as inúmeras virtudes dos Low, conta-se a de terem sido das primeiras bandas a perceberem a importância da dimensão visual do seu trabalho musical. Prova disso é o facto de terem encetado uma relação profissional com o realizador Philip Harder ainda antes do lançamento do primeiro disco (em 1993) e de a mesma se ter mantido até hoje (de resto, para celebrar o vigésimo aniversário da banda, o realizador acaba de lançar um documentário cujo trailer pode ser visto aqui). O mais recente fruto desta longa e frutífera colaboração é mais uma prova de que faz todo o sentido considerar Philip Harder o genuíno e omnipresente terceiro membro da banda.

Basement Jaxx: «Back 2 The Wild» (real. Mat Maitland)

O seapunk está bem e recomenda-se. Sobretudo se for usado para celebrar o regresso de um dos melhores projectos de música de dança de todos os tempos.

Skaters: «Armed» (real. Danilo Parra)

Este vai direitinho para a minha lista de melhores do ano.

Light Light: «Kilo» (real. Moniker)
Boys Noize: «Stop» (real. Barzolff)

E, para terminar em beleza, dois vídeos musicais interactivos. O segundo é giro, mas o primeiro consiste numa ideia de crowd sourcing que é genuinamente original.

Vídeos musicais interactivos: novidades

Apesar de todas as semanas virem parar à Web novos exemplos, confesso que os vídeos musicais interactivos são uma tendência que apenas raramente me entusiasma. O subgénero parece gravitar constantemente em torno das mesmas ideias gastas e só raramente é que se surgem vídeos que, de facto, me parecem acrescentar algo de novo ou relevante ao formato. No entanto, surgiram nas últimas semanas dois que me pareceram, por razões distintas, particularmente dignos de nota.

- O primeiro é relativo ao tema Not The Same dos Tanlines da OKFocus, que permite a manipulação do vídeo (som e imagem, coisa rara) como se o mesmo fosse um documento do Photoshop;

- O segundo é mais uma experiência interactiva de Chris Milk que desta vez brinda uma performance da versão de Beck a Sound & Vision (um clássico incontornável de David Bowie) com a possibilidade de uma manipulação a 360º. O carregamento do vídeo é demorado, mas vale bem a pena aguentar uns minutos para depois mergulhar nesta genuína experiência interactiva.

Sobre a difusão videomusical na Web Social (parte I)

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Vou iniciar aqui uma série de posts sobre um dos temas centrais do meu projecto de investigação: a difusão de conteúdos operada pelos utilizadores na Web Social. São pequenos memorandos unidos através pela sequência argumentativa que me conduziu à elaboração do meu modelo conceptual. Cada post será publicado com, pelo menos, uma semana de intervalo de forma a não monopolizar o blogue com um tema que, está-se mesmo a ver, não despertará o interesse da maioria dos seus leitores.

O facto de os utilizadores das plataformas digitais serem potencialmente produtores e emissores de conteúdos mediáticos está na raiz de uma das características mais importantes da Web Social: o facto de a difusão dos conteúdos operada pelos utilizadores estar intimamente relacionada com a forma como os mesmos os recepcionam.

No caso do formato videomusical, os utilizadores tendem sempre a deixar um rasto da sua praxis nos portais que alojam os vídeos musicais, podendo esta marca ir da mera contabilização do acesso à criação do próprio objecto, passando pela publicação de comentários ou exercícios de colagem, pastiche, paródia ou curadoria digital.

Imaginemos a seguinte situação hipotética:

Um utilizador A acede a um vídeo musical B num portal de partilha de vídeos C (plataforma da Web Social). Após este acesso inicial, A retira-se do terminal onde está aceder à Web durante a totalidade do streaming de B. Fará ainda sentido, neste caso, afirmar que A consumiu B? Não, isto apesar de a praxis de A ter ficada registada em C através da contabilização do número de visualizações de B. Isto é: apesar de A não ter consumido B, A contribuiu para a difusão de B, na medida em que o número de visualizações de B registado em C é um dos fatores que influenciam a difusão de um vídeo musical (ou de qualquer outro formato mediático) na Web Social.

Esta situação hipotética torna desde já evidente que o termo “consumo” não recobre a totalidade do espectro das práticas de recepção de um vídeo musical por parte de um utilizador das plataformas digitais. É por isso que senti a necessidade de introduzir e definir no meu projecto de investigação um novo termo que inclua não apenas o consumo como práticas de recepção muito comuns como, por exemplo, a descrita no exemplo anterior.

O conceito sistémico de fruição participativa pretende preencher este vazio.

O termo “fruição” (do latim tardio fruitione) é utilizado correntemente na língua portuguesa para designar a ação ou efeito de fruir, isto é, o prazer, a posse, o usufruto. Como conceito sistémico, “fruição” deverá ser precisamente entendida como a forma mais lata de contacto ou recepção de um vídeo musical por parte de um utilizador, cobrindo não apenas a difusão com consumo como a difusão sem consumo (acesso). É, de resto, devido ao facto de o mero acesso a um conteúdo mediático, independentemente de ser ou não lido, ouvido ou visualizado (ou seja, consumido), contribuir para a sua difusão, que é possível na Web Social engendrar mecanismos de difusão automática.

O adjetivo “participativo”, por sua vez, para além de enquadrar a totalidade das práticas de recepção (e difusão) no paradigma da convergência, focaliza a dinâmica destes processos nos utilizadores.

O facto de autores oriundos do campo de estudo da videomusicalidade como Jem Kelly (1.2 KELLY 2007), Paolo Peverini (1.1 PEVERINI 2010) ou Roger Beebe e Jason Middleton (1.1 BEEBE et al. (eds.) 2007) recorrerem ao termo “interatividade” para descrever a dinâmica que caracteriza as práticas dos utilizadores na Web Social deriva de uma das imprecisões terminológicas mais problemáticas da mediação tecnológica: a que tende a estabelecer uma relação de sinonímia entre interatividade e participação, enquanto que, no paradigma da convergência, os dois termos são utilizados para descrever ocorrências distintas.

Nota

Mais um vídeo musical interactivo, desta vez para a colaboração entre Feist, diva indie-chique, e os Mastodon, ícone metaleiro para os que não curtem muito os metais pesados, intitulada «A Commotion». Vale bem a pena dar uma espreitadela, até porque a interactividade incide sobre a componente musical do vídeo e não na imagem, o que é uma (meritória) raridade. Realização a cargo de Vice Cooler.

Feistodon

MDNR: «C.L.U.B.» (fourclops, 2012)

Ora aqui está mais um vídeo musical recente que mergulha de forma decidida nas possibilidades interactivas do formato. Neste caso, o utilizador em vez de interagir de forma directa com o objecto videomusical, apenas necessita de permitir o acesso à sua conta no facebook (podem fazê-lo na boa que a aplicação é inofensiva). De seguida, o vídeo saca fotos, contactos e informações do nosso perfil para criar um efeito de imersão que torna a experiência particularmente divertida e personalizada. Outra característica deste vídeo musical consiste no facto de recorrer à interface do iPhone para dar ainda mais realismo ao facto de nos vermos, de repente, promovidos à condição de protagonistas desta viagem videomusical. É, até hoje, o vídeo musical interactivo que conheço que tira mais proveito da quantidade de informação pessoal que os utilizadores utilizam para nutrir a Web Social. Tudo isto com humor e inteligência qb. Podem aceder a esta pequena maravilha aqui (evitem o Chrome se puderem, pois esse browser encrava o vídeo a meio – com o Safari e o Mozilla, a coisa funciona lindamente).

Vídeos musicais interactivos: mais dois exemplos fresquinhos

Cá estou para partilhar mais dois exemplos recentes de vídeos musicais interactivos. Podem clicar aqui para aceder aos outros exemplos que já referi no blogue e ali (parte I e II) para aceder à descrição e ao enquadramento teórico que fiz do fenómeno.

Red Hot Chili Peppers: Look Around (Robert Hales, 2012)
Ideia bastante simples que consiste na utilização de um painel de comandos (esquerda, direita, zoom-in e zoom-out) para seleccionar em qualquer momento qual dos 4 planos (e respectivos enquadramentos) do vídeo que queremos visualizar. Inclui diversos easter eggs com galerias de fotos referentes ao making of da empreitada. Veredicto: nada de particularmente digno de nota ou original e, sinceramente, prefiro a versão não-interactiva do vídeo que consegue voltar a atribuir à música dos Red Hot uma energia e uma alegria que julgava desaparecidas há mais de uma década.

Chairlift: Met Before (Jordan Fish, 2012)
Isto é outra fruta. Apesar de, mais uma vez, circunscrever a interacção à componente visual do vídeo, este pequeno prodígio narrativo é uma espécie de versão videomusical de El jardín de senderos que se bifurcan, o clássico conto de Jorge Luís Borges: ao longo do vídeo, temos de escolher cinco vezes um de dois caminhos para o desenrolar da acção, dando origem a qualquer coisa como 32 (2 elevado a 5) diferentes segmentos videomusicais. O engenho é terrivelmente eficaz porque as narrativas estão sublimemente bem construídas: já perdi quase uma hora a ver uma dezena de versões e, como é óbvio, de tantas vezes ouvir a música, ela já não me sai da cabeça. É, de longe, o mais simples, eficaz e interessante vídeo musical interactivo que vi até hoje. Chapeau.

Vídeos musicais interativos: análise de uma nova tendência da videomusicalidade (parte II)

Num dos últimos posts, iniciei uma análise às características de uma nova tendência da videomusicalidade, os vídeos musicais interactivos, a partir de uma amostra representativa de 20 vídeos musicais (reproduzo em baixo o quadro indicativo da amostra). Como tinha prometido, irei agora analisar o efeito que a introdução de uma dimensão interativa nos vídeos musicais provoca nas potencialidades participativas do formato na Web Social.

Na esmagadora maioria dos casos, a inclusão de tecnologias de interação nos vídeos musicais acarreta uma paradoxal, porém flagrante, diminuição das potencialidades participativas conferidas pela convergência do formato na Web Social.

O primeiro sinal deste postulado é evidente: 25% da amostra já não se encontra acessível aos seus utilizadores, sendo previsível que, a médio prazo, mais vídeos musicais interativos se tornem inativos. Apesar de a efemeridade do formato já ter sido indicada na dimensão cinestésica do COI objeto, a diferença fundamental é que, contrariamente aos restantes vídeos musicais que formam os seus corpora na Web Social, os vídeos musicais interativos não são passíveis de ser recarregados pelos utilizadores no medium, devido ao facto de a sua hipotética digitalização em ficheiros audiovisuais implicar a perda das tecnologias de interação que integram e definem o arquigénero.

Uma consequência imediata desta limitação é uma significativa redução do leque de mecanismos de difusão contemplados no circuito difusor da videomusicalidade definido no modelo conceptual desenvolvido ao longo do projecto de investigação: para além de o contacto e de o consumo deixarem de despoletar mecanismos de difusão (na medida em que o vídeo musical interactivo não está alojado num portal de partilha de vídeos que contabilize numericamente este contacto ou consumo), os vídeos musicais interativos não são passíveis de serem replicados, mas apenas transformados ou propagados pelos utilizadores sob a forma de vídeos musicais não interativos que plasmem a experiência específica de interação de um determinado utilizador/jogador – ver, por exemplo, esta versão não-interativa existente no YouTube do vídeo de Julian Perreta, cuja hiperligação original se encontra inativa (BLACIONICA & ZEROFRACTAL 2009). Na prática, o seu mecanismo privilegiado de difusão passa sobretudo pela disseminação do URL dos portais onde os vídeos musicais interativos estão alojados.

A razão profunda que explica o menor potencial participativo e difusor dos vídeos musicais interativos prende-se com o facto de os mesmos se enquadrarem num paradigma de “aderência” e não no paradigma participativo que caracteriza as plataformas da Web Social em que se incluem os portais de partilha de vídeos. Ao estarem alojados em portais “insulares” criados especificamente para a sua disponibilização na Web, os vídeos musicais interativos procuram apelar à concentração (ou aderência) da fruição dos utilizadores num único canal que os conforma a um estatuto de meros consumidores que interagem tecnologicamente com o objeto (2.1 JENKINS et al. 2009: 24-27). Se acrescentarmos a isto o facto de alguns destes vídeos musicais interativos não serem gratuitos e implicarem a posse de equipamentos específicos (apps), torna-se evidente que este arquigénero videomusical abdica, definitivamente, de uma parte considerável das potencialidades participativas e difusoras da Web Social que, no fundo, sustentam a eficácia promocional do formato.

No entanto, dois vídeos musicais interativos da amostra demonstram que os seus criadores tiveram uma consciência aguda das limitações que a introdução de tecnologias de interação implica na eficácia promocional do formato, na medida em que ambos integram mecanismos distintos que procuram incentivar a sua disseminação pela Web Social ou a participação dos seus utilizadores.

O primeiro é o de Mirror de Sour (KAWAMURA 2009) que solicita o acesso às contas de facebook e do twitter dos utilizadores de forma a não apenas incluir informações dos respetivos perfis na dimensão interativa do vídeo musical, mas sobretudo a publicar nas referidas plataformas uma atualização de perfil ou um tweet que testemunha a experiência interativa do utilizador e que dissemina o URL do portal onde o vídeo musical está alojado.

O segundo é o de Ain’t No Grave de Johnny Cash (MILK 2010b) que consiste numa genuína plataforma participativa da Web Social intitulada The Johnny Cash Project, na qual os utilizadores podem: i) selecionar um fotograma (frame) do vídeo musical original (intertexto) realizado por Chris Milk; ii) desenhar por cima dessa imagem através de uma aplicação munida de uma paleta monocromática e de diversas ferramentas de desenho; iii) submeter o decalque e a informação da autoria do desenho (ou decalque) na plataforma; iv) classificar os desenhos submetidos por outros utilizadores; e v) fruir o vídeo musical decalcado pelos utilizadores a partir de diversos filtros (desenhos mais bem classificados, os favoritos do realizador, segundo uma determinada técnica de desenho, aleatoriamente, etc.). Contrariamente aos restantes vídeos musicais interativos da amostra, The Johnny Cash Project representa um genuíno esforço na criação de uma experiência simultaneamente interativa e participativa, originando uma notável demonstração das potencialidades da inteligência coletiva (2.1 LÉVY 1997), do crowdsourcing (2.2 SUROWIECKI 2004) e da curadoria digital (2.1 REYNOLDS 2011: 130) dos utilizadores da Web Social.

Vídeos musicais interativos: análise de uma nova tendência da videomusicalidade (parte I)

No âmbito da construção do modelo de análise da convergência dos vídeos musicais na Web Social, tive a oportunidade de referir anteriormente uma distinção teórica fundamental definida por Henry Jenkins entre a interatividade, que consiste numa característica tecnológica, e a participação, de cariz sociocultural.

Na Web Social, todos os vídeos musicais são potencialmente passíveis de despoletar fenómenos participativos nos utilizadores devido às características do medium, que podem ir do mero contacto (suficiente para despoletar um mecanismo de difusão nos portais de partilha de vídeos) a fenómenos mais complexos como a curadoria digital ou exercícios de paródia, pastiche e colagem videomusical.

Outra nova tendência da videomusicalidade resultante da sua convergência na Web Social é a proliferação de vídeos musicais interativos que, como o próprio nome indica, remetem para um tipo específico de vídeos musicais diretamente manipuláveis pelos utilizadores através do recurso a tecnologias de interação que são parte integrante do formato (2.1 JENKINS 2006b: 137 e 305). Já tive a oportunidade de aqui referir diversos exemplos de vídeos musicais interativos e este post é o primeiro de uma série de dois que pretende analisar de forma mais abstracta as características deste novo género videomusical.

O quadro supra lista, por ordem alfabética, uma amostra representativa de vinte vídeos musicais interativos (todos acessíveis com um mero clique na página de videografia musical do blogue). As características da amostra podem ser resumidas através dos seguintes tópicos:

• os vídeos musicais da amostra são todos oficiais;

• à exceção de King of Dogs de Iggy Pop (BOIVIN 2009), todos os vídeos musicais encontram-se fora da sua plataforma habitual da Web Social (os portais de partilha de vídeos) e estão alojados ou em portais criados especificamente para esse fito (disponibilização na Web) ou na App Store da Apple (apps);

• os vídeos musicais da amostra podem ser fruídos a partir de qualquer terminal de acesso à Web (computador, laptops, smartphones, tablets, etc.) com à exceção dos 4 vídeos musicais que são apps e que apenas podem ser fruídos a partir de três equipamentos específicos da Apple: o iPod Touch, o iPhone e o iPad;

• à data em que escrevo, uma porção considerável da amostra (5 vídeos musicais – 25%) encontra-se inativa, ou seja, esses 5 portais já não alojam os respetivos vídeos, estando por isso inacessíveis aos utilizadores da Web Social;

• os efeitos da interação tendem a incidir sobretudo no texto visual dos vídeos musicais, havendo apenas 3 vídeos que permitem uma interação com a componente sonora;

• o controlo da interação da amostra é feita através de periféricos como o rato, o teclado e a webcam; no caso das apps, os vídeos musicais potencializam características específicas do iPod Touch, do iPhone e do iPad: o touchscreen e o osciloscópio.

As características desta amostra de vídeos musicais interativos legitimam uma evidente aproximação deste arquigénero aos formato dos videojogos online e, em particular, aos videojogos casuais (casual games), na medida em que i) o seu público-alvo é vasto; ii) possuem regras simples de jogabilidade; iii) não exigem um empenhamento considerável ou duradouro por parte dos utilizadores; iv) tendem a ser gratuitos; e v) o seu custo de produção e distribuição é relativamente baixo (2.2 BOYES 2008). Esta aproximação é ainda sustentada pelo facto de vídeos musicais interativos como 3 Dreams of Black dos Rome (MILK 2011) ou Biophilia da Björk (SNIBE et al. 2011) incluírem diversos easter eggs, isto é, mensagens escondidas que podem ser descobertas pelos utilizadores ao longo da sua fruição (2.2 ROBINETT 2006: 713).

A figura supra ilustra a influência que a convergência dos videojogos (casuais) na Web Social tem no surgimento dos vídeos musicais interativos. Como é óbvio, tanto a ludicidade como a jogabilidade dos vídeos musicais interativos da amostra estão ainda longe de atingir a maturidade ou sofisticação da maioria dos videojogos casuais que povoam a Web Social, até porque os mesmos denotam uma tendência para se focar apenas na vertente visual do formato, deixando quase sempre o texto musical intacto ou fora do âmbito da interação dos utilizadores/jogadores.

Ainda mais significativo é, no entanto, o efeito que a introdução de uma dimensão interativa nos vídeos musicais provoca nas potencialidades participativas do formato na Web Social. Abordarei o referido efeito num próximo post.

Arcade Fire: «Sprawl II (Montains Beyond Mountains)» (Vicent Morrisset, 2011)

Os Arcade Fire e o Vincent Morrisset brindam-nos com mais um vídeo interactivo: desta vez, a interactividade consiste num controlo das imagens a partir dos nossos próprios movimentos captados pela webcam. No início a coisa pareceu-me pouco interessante, mas as variações e as possibilidades de interacção têm-se revelado quase infinitas. Também existe uma versão não interactiva no sítio do costume (U2B):

Ok Go: «All Is Not Lost» (Ok Go; Pilobolus; Trish Sie, 2011)

Confesso que não era para publicar aqui mais nada até o fim das férias, mas um novo vídeo dos Ok Go é sempre um excelente pretexto para voltar a teclar no HTML. Desta vez, os rapazes uniram-se ao grupo de dança Pilobolus para criar mais um belo vídeo performativo superiormente coreografado. Deixo de seguida a versão simples, mas, pelo amor de deus, não deixem de espreitar a versão interactiva aqui (é necessário Google Chrome).